
Quanto tempo demora construir uma moradia, fase a fase
Quando alguém nos pergunta quanto tempo demora construir uma moradia, a resposta honesta é: depende das fases e de como elas encaixam umas nas outras. Uma T3 corrente leva, tipicamente, entre 12 e 18 meses da primeira pedra à licença de utilização, mas esse número esconde etapas com ritmos muito diferentes. Vamos percorrê-las uma a uma, com prazos realistas.
Antes da obra: terreno, projeto e licença
Nada arranca em obra sem projeto aprovado. A elaboração do projeto de arquitetura e das especialidades de uma moradia leva, em média, 2 a 4 meses. A este tempo soma-se o licenciamento na câmara, que pode ir de 3 a 9 meses conforme o município, o tipo de operação e a qualidade do processo entregue.
É a fase menos visível e a que mais gente subestima. Não há máquinas no terreno, mas é aqui que se decide metade do prazo total. Um projeto bem feito, completo e sem erros, atravessa a câmara muito mais depressa do que um processo que volta duas ou três vezes para correções.
Fundações e movimentação de terras
Com a licença na mão, começa o trabalho no terreno: limpeza, escavação, movimentação de terras e execução das fundações. Numa moradia corrente, esta fase demora algumas semanas, mas é muito sensível ao tipo de solo. Um terreno rochoso, com nível freático alto ou com necessidade de contenções, pode alongar bastante esta etapa e pesar no orçamento.
Estrutura: a fase do tosco
A execução da estrutura em betão armado, pilares, vigas e lajes, é aquilo a que se chama a grande obra ou o tosco. Costuma levar entre 3 e 4 meses, muito dependente das condições meteorológicas, porque o betão tem tempos de cura que não se aceleram à força. Chuva persistente no inverno atrasa betonagens e é uma das causas mais comuns de derrapagem nesta etapa.
Alvenaria e cobertura
Levantada a estrutura, seguem-se as paredes de alvenaria que dividem e fecham a casa, e a cobertura com as respetivas impermeabilizações. Fechar a casa é um marco importante: a partir do momento em que fica estanque à água, muitos dos trabalhos interiores deixam de depender do tempo lá fora, e a obra ganha previsibilidade.
Instalações: água, eletricidade e climatização
Com a casa fechada, entram as especialidades: redes de água e saneamento, instalação elétrica, telecomunicações, gás quando aplicável e climatização. Esta fase corre em parte sobreposta a outras e exige coordenação apertada entre equipas, porque muito do que se instala fica depois embutido nas paredes e nos tetos. Um erro de sequência aqui obriga a abrir o que já estava feito.
Acabamentos: a fase mais longa
Os acabamentos são, quase sempre, a etapa mais demorada e a que mais surpreende quem espera ver a casa pronta depressa. Rebocos, estuques, revestimentos de pavimentos e paredes, carpintarias, portas, janelas, louças, pinturas e cozinha podem ocupar, no conjunto, entre 6 e 8 meses numa moradia com algum nível de exigência. É também aqui que as decisões do dono pesam no relógio: escolhas de materiais deixadas para a última hora param frentes de trabalho inteiras.
Entrega e licença de utilização
No fim vêm as limpezas, os testes às instalações, os remates e a vistoria. Para a casa poder ser habitada legalmente é preciso a licença de utilização, emitida pela câmara depois de confirmada a conformidade da obra com o projeto aprovado. É o último passo, e não deve ser deixado para trás com a pressa de mudar de casa.
O que costuma atrasar uma obra
- Projeto incompleto ou com erros, que gera idas e vindas à câmara e alterações durante a obra.
- Decisões adiadas pelo dono, sobretudo em acabamentos, materiais e equipamentos.
- Mau tempo nas fases de estrutura e cobertura.
- Surpresas no terreno, como solo instável ou água, que travam fundações.
- Falta de coordenação entre especialidades, que obriga a refazer trabalho já feito.
- Alterações a meio, os famosos trabalhos a mais, que reabrem frentes já fechadas.
O que ajuda a acelerar sem perder qualidade
- Entrar em obra com o projeto fechado e as especialidades todas coordenadas.
- Decidir cedo os acabamentos, para que os materiais estejam em obra quando forem precisos.
- Equipa própria e planeamento realista, que permite encavalitar tarefas sem atropelos.
- Um cronograma honesto à partida, com margem para o imprevisto em vez de prazos otimistas que ninguém cumpre.
É por aqui que trabalhamos. Com equipa própria, entre 16 e 20 pessoas, conseguimos coordenar internamente as várias fases e reduzir os tempos mortos entre elas, que são muitas vezes o que mais atrasa uma obra entregue a subempreiteiros descoordenados.
Se está a pensar construir e quer perceber, em concreto, quanto tempo levaria a sua moradia e como se distribuem as fases, fale connosco. A SABN é uma empresa de construção civil sediada em Canelas, Vila Nova de Gaia, a trabalhar em todo o Grande Porto. Pode ligar-nos pelo 960 231 360 e montamos consigo um cronograma realista para o seu caso.
Fontes
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